Começou ontem a 37ª Couromoda, evento que reúne expositores de 60 países, além de lojistas e distribuidores de todo o Brasil, trazendo as tendências e estilos dos setores de calçado, bolsas e acessórios da próxima estação.
A abertura da Couromoda contou com a presença de diversas autoridades e empresários do setor, o que demonstra a importância do evento para a cidade de São Paulo. Estiveram presentes Geraldo Alckmin, secretário de Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo), que no ato representou o Governador de São Paulo, José Serra; Yeda Crusius, governadora do Estado do Rio Grande do Sul; o prefeito Gilberto Kassab, Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, Milton Cardoso, presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Marconi Matias dos Santos presidente da Ablac (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados), Wolfgang Goerlich, presidente do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil), Luís Cláudio Amaral, presidente da Assintecal (Associação Brasileira das Indústrias de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) e Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras e Empreendimentos. A feira, junto com a SPFW (São Paulo Fashion Week), deve somar R$ 98 milhões nesta temporada, de acordo com o levantamento. O bom momento pelo qual passa a indústria de vestuário e as perspectivas positivas para 2010 ditaram o tom dos discursos durante a abertura oficial da Couromoda, que reuniu autoridades e diversos empresários do setor de calçados e acessórios no Anhembi, no dia 18. Francisco Santos, presidente da Couromoda, destacou o bom momento vivido pelo mercado interno, que levou a produção nacional, de 600 mil pares de calçados, a um crescimento de 6% em 2009. Ressaltou, no entanto, o impacto da questão cambial sobre a possibilidade de recuperação das exportações. "A recessão nos grandes centros mundiais fez com o nosso setor, que em 2007 exportou mais de US$ 5 bilhões em couros, calçados e componentes, tivesse uma queda para US$ 3.4 bilhões exportados em 2009. Muito se deveu à supervalorização do Real, que prejudicou enormemente nosso poder de competição, sobretudo frente aos concorrentes asiáticos, fortemente apoiados por seus governos e com políticas cambiais voltadas para exportar", disse.